Líder de Taiwan afirma que é direito dos países realizarem visitas de Estado

William Lai Ching-te deveria ter viajado para o país, um dos 12 parceiros diplomáticos de Taiwan, em março, mas teve de cancelar a viagem inicial devido à pressão chinesa

O Presidente de Taiwan afirmou hoje que é um direito fundamental dos países realizar visitas de Estado, ao regressar de uma viagem de três dias ao reino africano de Essuatíni, que, segundo Taipé, Pequim tentou impedir.

William Lai Ching-te deveria ter viajado para o país, um dos 12 parceiros diplomáticos de Taiwan, em março, mas teve de cancelar a viagem inicial devido à pressão chinesa, afirmou o Governo de Taiwan.

A China pressionou três países – Seychelles, Maurícias e Madagáscar – a revogarem as autorizações de voo, negando a Lai o trânsito pelos respetivos espaços aéreos, afirmou o governo de Taiwan.

Pequim não confirmou se tinha ou não pressionado os países, mas agradeceu-lhes o apoio ao princípio de “uma só China”.

Os Estados Unidos denunciaram uma “campanha de intimidação” por parte de Pequim após o adiamento da visita. Uma observação rejeitada pelo ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, que criticou “acusações infundadas”.

William Lai remarcou a viagem e chegou a Mbabane, capital do pequeno país, antes chamado Suazilândia, a 02 de maio, a bordo do avião do rei de Essuatíni, Mswati III.

Inicialmente, estava previsto que Lai se deslocasse ao país entre 22 e 26 de abril, para comemorar o 40.º aniversário da ascensão ao trono de Mswati III e o 58.º aniversário do monarca, pontos altos de uma agenda marcada igualmente por acordos de cooperação em matéria de laços económicos, agrícolas, culturais e educativos.

“Tal como sair para visitar amigos, este é um direito básico de todos os países”, afirmou hoje, no regresso a Taipé, o líder taiwanês.

“Esta viagem, que foi alvo de obstrução, permitiu, na verdade, que o mundo visse a determinação e a vontade do povo taiwanês de fazer parte do mundo”, acrescentou.

A China reivindica Taiwan como parte do seu território, não excluindo a retoma pela força, se necessário, e proíbe os países com os quais tem relações diplomáticas de manterem laços formais com Taipé.

Lai agradeceu à vice-primeira-ministra de Essuatíni, Thulisile Dladla, que acompanhou a delegação taiwanesa na visita oficial, pelo papel em garantir “uma viagem de ida e volta tranquila” para todos. Dladla tinha viajado para Taiwan no final de abril.

“As ações de Taiwan mostram que a verdadeira demonstração de poder de um país não está em fazer com que os outros se submetam a si, mas em trazer prosperidade a todos”, acrescentou Lai.

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