A atriz abriu o coração sobre o estado de saúde de Luísa, que se afastou da televisão devido a uma doença. Entre preocupação e esperança, a artista garante que continua otimista.

De volta à representação, como parte do elenco de A Madrasta, da TVI, Inês Castel‑Branco regressou a uma rotina mais disciplinada e exigente. Entre gravações e a vida familiar, a atriz vive uma fase intensa, marcada também pela preocupação com o estado de saúde da mãe, Luísa Castel‑Branco. A comentadora e escritora afastou-se da televisão devido à hidradenite supurativa, uma doença autoimune crónica da pele que provoca nódulos dolorosos. Durante uma pausa nas gravações, Inês não escondeu a tristeza com o sofrimento da progenitora: “Ver uma mãe a sofrer com questões de saúde nunca é bom, mas eu acho sempre que podia ser muito pior”, começou por dizer.
Apesar das dificuldades, a atriz sublinha que a doença não representa um cenário extremo. “Não é uma coisa de se estar a agarrar à vida, não é uma doença terminal, é muito chata porque envolve viver em dor”, explicou. Ainda assim, reconhece que a situação exige adaptação: “É horrível dizer isto, mas ela também já está habituada e está a ser acompanhada por uma equipa de fisioterapeutas. Acredito que, se ela for disciplinada, a coisa melhora e vamos continuar a tê-la por cá muito mais tempo”.
O afastamento do pequeno ecrã acabou por abrir espaço para a dimensão criativa de Luísa Castel-Branco: a escrita. Inês acredita que esta nova fase pode trazer oportunidades. “Acho que sai na altura certa, ela ainda tem muito para dar como escritora e o facto de estar mais em casa ajuda a escrever”, contou. Ainda assim, admite que a mãe sente falta da rotina televisiva. “Fazia-lhe bem sair de casa, estar com as pessoas, maquilhar-se, vestir-se. É sempre bom sentir-se útil. Mas, por outro lado, se estava a ser doloroso, também não faz muito sentido”.